Chuva de meteoros do cometa Halley tem pico em outubro; veja como ver
As Oriônidas atingem o auge na noite de 21 de outubro, com até 20 meteoros por hora, e podem ser observadas do Brasil a olho nu. Saiba se preparar.

O cometa Halley só volta a passar perto da Terra em 2061, mas ele manda um cartão de visita todo ano — e o próximo já tem data: 21 de outubro de 2026, noite de pico das Oriônidas, uma das chuvas de meteoros mais aguardadas do calendário.
A boa notícia para quem está no Brasil: a chuva é visível do hemisfério sul, a olho nu, sem precisar de nenhum equipamento.
Entenda o que você vai ver no céu
As Oriônidas nascem da poeira que o Halley deixou espalhada pela sua órbita. Todo mês de outubro, a Terra atravessa essa trilha de detritos, e cada fragmento que entra na atmosfera vira um risco de luz no céu — o meteoro, ou estrela cadente, como preferir.
Os meteoros dessa chuva têm fama de velozes e brilhantes, e a taxa esperada no pico é de até 20 por hora. Vale calibrar a expectativa: esse número vale para condições ideais, com céu totalmente escuro. Na cidade, com poluição luminosa, a conta cai bastante.
O nome vem da constelação de Órion, região do céu de onde os meteoros parecem partir — o chamado radiante da chuva.
Prepare a observação do jeito certo
A receita para ver meteoros é simples e não muda: escuro, paciência e horizonte aberto.
- Fuja da luz: quanto mais longe dos postes e dos centros urbanos, mais meteoros aparecem. Sítio, praia deserta e estrada escura são os cenários ideais.
- Prefira a madrugada: é quando o radiante sobe no céu e a taxa de meteoros aumenta.
- Dê tempo aos olhos: a visão leva de 20 a 30 minutos para se adaptar ao escuro. Nada de olhar o celular no intervalo.
- Esqueça o telescópio: meteoro é fenômeno rápido e espalhado pelo céu. Olho nu, cadeira reclinável e agasalho vencem qualquer equipamento.
E não precisa mirar direto em Órion: os riscos de luz cortam o céu inteiro.
Aproveite que outubro é mês cheio no céu
As Oriônidas não estarão sozinhas. Outubro costuma concentrar outras chuvas menores, como as Dracônidas e as Táuridas, o que faz do mês um prato cheio para quem gosta de acampar olhando para cima.
Para a astrologia, vale registrar, chuva de meteoros não tem peso de trânsito planetário — o simbolismo popular ficou por conta dos pedidos à estrela cadente. Se a tradição funciona, ninguém comprovou, mas custa nada levar um desejo na manga, né?
Última dica de quem já perdeu noite de meteoro: confira a previsão do tempo na véspera e tenha um plano B de data, porque a chuva segue ativa por várias noites em volta do pico.
Você toparia encarar uma madrugada no escuro para ver a poeira do Halley riscando o céu?


