Professores de escolas particulares do Rio param 24 horas por reajuste
Mais de mil profissionais aderiram à paralisação desta quarta. A categoria pede reajuste de ao menos 5,5% e pagamento da hora-atividade.

Professores de escolas particulares do Rio de Janeiro pararam por 24 horas nesta quarta-feira, 2 de setembro. Segundo o sindicato, mais de mil profissionais aderiram, e o ato aconteceu no Largo do Machado, no Catete.
O que a categoria pede
O reajuste salarial de ao menos 5,5% é a reivindicação mais citada, mas não é a única, e talvez nem seja a principal.
A categoria cobra o pagamento da hora-atividade, que é o tempo de trabalho pedagógico feito fora da sala de aula: preparar aula, corrigir prova, atender família. É trabalho que existe e nem sempre entra na conta do salário.
Pede também equiparação salarial entre quem dá aula na educação infantil, no fundamental e no médio, além de gratificação por aprimoramento acadêmico.
A equiparação toca numa diferença histórica: quem trabalha com criança pequena costuma receber menos do que quem dá aula no ensino médio, mesmo com formação equivalente e carga parecida.
Já a gratificação por aprimoramento é o reconhecimento em dinheiro de quem fez pós-graduação, mestrado ou doutorado depois de entrar na escola.
Como se chegou à greve
A paralisação foi aprovada em assembleia do Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região, o Sinpro-Rio, no sábado 29 de agosto.
A decisão veio depois de rodadas de negociação que terminaram sem acordo. Ou seja, a greve não abriu a conversa: ela apareceu quando a conversa travou.
O outro lado ficou calado
O Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino, o SinepeRio, que representa as escolas, optou por não se manifestar sobre o tema neste momento.
O silêncio patronal num dia de paralisação costuma significar que a negociação segue por dentro, longe do microfone. Também deixa as famílias sem saber se haverá reposição de aula.
O que fica para os alunos
Uma paralisação de 24 horas não desorganiza um semestre, mas mexe com a rotina de quem depende da escola em horário integral, e cai numa época em que o calendário do segundo semestre já está apertado.
Sem acordo, a categoria pode voltar a parar. E aí a conversa deixa de ser sobre um dia.
Seu filho estuda em escola particular no Rio? A aula caiu nesta quarta?
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