Monashees abre a Gama House, casa para startups de IA com Google e B3
Hub de 1.000 m² em São Paulo terá hackathons, mentorias e conexão com o Gama Fund, que investe até US$ 2 milhões por startup selecionada.

A Monashees, uma das principais gestoras de venture capital da América Latina, vai inaugurar em São Paulo a Gama House — uma casa dedicada a empreendedores de inteligência artificial, montada em parceria com o Google for Startups e a B3, a bolsa brasileira.
Segundo a Bloomberg Línea, que revelou os detalhes do projeto nesta quinta-feira (27), o espaço abre as portas na próxima terça-feira (1º), no prédio Gabriel 1825, em São Paulo, com cerca de 1.000 metros quadrados.
Entenda o que é a Gama House
A casa foi estruturada como uma associação sem fins lucrativos, com Monashees, Google for Startups e B3 como mantenedores-âncora. A ideia é criar densidade: juntar no mesmo endereço fundadores, investidores e empresas nativas de IA.
O espaço já nasce habitado — abriga a musictech Moises, uma das startups brasileiras de IA mais conhecidas lá fora, e a própria Monashees. A programação prevista inclui hackathons, sessões de programação, mentorias e eventos de networking com lideranças do setor.
Para o empreendedor iniciante, o recado é que o acesso não depende de já ter recebido investimento da gestora: a proposta declarada é aproximar jovens fundadores que ainda estão começando seus negócios de IA.
Veja a ponte com o dinheiro
A casa é a parte física de uma estratégia que já tem um braço financeiro rodando: o Gama Fund, anunciado em junho por Google e Monashees.
O fundo vai investir até US$ 10 milhões em cinco startups brasileiras de IA. Cada selecionada pode receber:
- cheque de até US$ 2 milhões;
- até US$ 350 mil em créditos de serviços de nuvem;
- acesso antecipado a tecnologias do Google DeepMind, além de mentoria especializada.
Na prática, a Gama House vira o funil natural do fundo: o lugar onde os próximos cheques podem ser garimpados.
Repare no movimento por trás do anúncio
A aposta acompanha uma inquietação do mercado: a IA virou rotina nas startups brasileiras, mas poucos negócios nativos de IA daqui ganharam escala global até agora.
Ao criar uma marca neutra — Gama, e não Monashees —, a gestora sinaliza que quer o ecossistema inteiro dentro de casa, incluindo fundadores que um dia levantem dinheiro com concorrentes. Densidade primeiro, negócio depois.
As informações desta matéria foram apuradas até a noite desta quinta-feira (27), com base em Bloomberg Línea, IT Forum, Finsiders e Portal NoVarejo.
Se você tivesse uma ideia de negócio com IA, bateria na porta de uma casa dessas — ou construiria do seu quarto mesmo?


