quinta-feira, 3 de setembro de 2026
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Azzas 2154 se divide: Arezzo e Soma voltam a ser empresas separadas

Dois anos depois da fusão, os sócios acertaram o desmembramento. A Farm Rio fica numa terceira estrutura, dividida entre os dois lados.

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Vitrine de loja de moda com dois manequins vestidos e araras de roupas ao fundo
Foto: Claudia Schmalz/Pexels

A Azzas 2154 anunciou nesta terça-feira, 2 de setembro, que será dividida em duas companhias listadas: Arezzo&Co e Soma. A separação desfaz a fusão feita dois anos atrás e ainda depende de aprovações para se concretizar.

Quem fica com o quê

Alexandre Café Birman lidera a Arezzo&Co, que leva Arezzo, Schutz, Anacapri, Alexandre Birman, Vans, Vicenza, Paris Texas, Brizza, Hering, Carol Bassi e o ZZ Mall.

Roberto Jatahy Gonçalves comanda a Soma, com Animale, Cris Barros, Maria Filó, NV, Reserva e suas extensões, Oficina, Foxton e Off Premium.

São onze marcas de um lado e oito do outro, numa divisão que devolve a cada bloco o que ele trouxe para a fusão: calçado e denim com Birman, vestuário de moda com Jatahy.

A Farm Rio no meio

A marca mais valiosa da disputa não coube em nenhum dos dois lados. A Farm Rio vai para uma terceira estrutura, com 57,4% da Arezzo&Co e 42,6% da Soma.

Os dois grupos seguem expostos ao crescimento da marca enquanto avaliam alternativas estratégicas para ela, num trabalho conduzido pelo Morgan Stanley.

Como fica o controle

Depois do desmembramento, o bloco Birman fica com 32,13% da Arezzo&Co. O bloco Jatahy fica com 25,95% da Soma, e o próprio Birman mantém 6,18% dessa segunda companhia.

O restante, 67,87% em cada uma, permanece em circulação no mercado. Ou seja, nenhum dos dois sócios sai com controle isolado: os dois seguem como acionistas de referência, não como donos.

O que ainda falta

A conclusão está prevista para o primeiro trimestre de 2027, e nada disso é automático. A operação depende do aval do conselho de administração e dos acionistas da própria Azzas.

Precisa também da aprovação do Cade, que analisa efeitos concorrenciais, e da autorização para listar as ações da Soma no Novo Mercado.

Por que importa

A fusão de 2024 criou uma das maiores companhias de moda do país, juntando calçados e vestuário sob o mesmo teto. Desmontá-la em dois anos mostra que a integração prometida não se sustentou na prática.

Para quem compra nessas lojas, nada muda agora. Para o varejo de moda brasileiro, volta a haver duas empresas competindo onde havia uma.

Você imaginava que essa fusão duraria tão pouco?

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