sexta-feira, 28 de agosto de 2026
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Cescon Barrieu incorpora o Opice Blum e cria força-tarefa de direito digital

Integração leva a maior parte da equipe da banca especializada em tecnologia e forma área com 12 sócios e 80 advogados. Veja o que está por trás.

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Executivos assinam documentos durante reunião em um escritório
Foto: RDNE Stock project/Pexels

O mercado jurídico brasileiro ganhou uma fusão de peso. O Cescon Barrieu, um dos grandes escritórios de advocacia empresarial do país, anunciou nesta terça-feira (25) a incorporação do Opice Blum, banca pioneira em direito digital no Brasil.

O acordo leva a maior parte dos profissionais do Opice Blum para dentro do Cescon Barrieu e cria uma área com 12 sócios e 80 advogados dedicados a tecnologia, proteção de dados e inovação.

Renato Opice Blum, sócio fundador da banca incorporada e um dos nomes mais conhecidos do direito digital brasileiro, passa a liderar a divisão de direito digital do escritório combinado.

Entenda por que essa fusão importa

Escritórios de advocacia raramente viram notícia de negócios — mas esta operação diz muito sobre para onde vai o dinheiro no mercado jurídico.

A demanda por advogados de tecnologia explodiu junto com a agenda corporativa de inteligência artificial, proteção de dados e segurança digital. Todo contrato relevante hoje tem camada de tecnologia: uso de IA, tratamento de dados de clientes, risco de vazamento, regras da LGPD.

Ao incorporar uma banca especializada inteira, o Cescon Barrieu compra tempo: em vez de montar a área contratando sócio a sócio, absorve de uma vez uma equipe consolidada e uma marca com duas décadas de estrada no tema.

Veja o tamanho do movimento

Contando a integração do Opice Blum e outras movimentações do ano, o Cescon Barrieu incorpora 19 novos sócios ao longo de 2026 — um ritmo de expansão raro no mercado jurídico, onde as bancas tradicionais costumam crescer devagar.

A aposta declarada é integrar a expertise digital a todas as frentes do escritório: contencioso, consultivo e as grandes transações. Na prática, o time de tecnologia deixa de ser um nicho e vira camada transversal — presente da due diligence de uma aquisição à defesa em um incidente de vazamento de dados.

Repare na tendência que vem aí

O movimento acompanha o que já acontece nos Estados Unidos e na Europa, onde grandes bancas absorveram boutiques de tecnologia para dar conta da agenda de IA dos clientes corporativos.

Com a regulamentação de inteligência artificial avançando no Congresso brasileiro e a fiscalização da LGPD mais ativa, a previsão do setor é de mais consolidação: boutiques especializadas viraram alvo.

As informações desta matéria foram apuradas até a noite desta terça-feira (25), com base em NeoFeed, Dealflow Brasil, The Latin American Lawyer e no comunicado oficial do Cescon Barrieu.

Na sua empresa, quem responde hoje pelas dúvidas sobre IA e proteção de dados — o jurídico já se preparou para isso?

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