quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Negócios

Fusões e aquisições somam R$ 210,7 bi no ano, com 31% menos negócios

Relatório do TTR Data mostra 834 operações até agosto e capital 11% maior que em 2025. Menos negócios, cheques maiores: veja o que mudou no ano.

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Parte da cobertura: Fusões e aquisições

Grupo de executivos reunido em torno de mesa de reunião discutindo documentos
Foto: Werner Pfennig/Pexels

O mercado brasileiro de fusões e aquisições soma 834 operações e R$ 210,7 bilhões movimentados até agosto de 2026, segundo relatório do TTR Data divulgado em 8 de setembro. São 31% menos negócios que em 2025, com 11% mais dinheiro em jogo.

Entenda o que os dois números dizem juntos

A combinação é o dado central do ano: caiu o número de transações e subiu o capital envolvido. Na prática, fecharam-se menos negócios, e cada um deles ficou maior.

É o retrato de um mercado que virou seletivo. Comprador com caixa continua comprando, e a fila de operações menores encolheu.

Veja o que puxou agosto

Só em agosto foram 57 transações, entre anunciadas e concluídas, somando R$ 12,6 bilhões. O mês ficou bem abaixo da média mensal do ano.

A maior operação do período foi a conclusão da venda da CPC pela Motiva para a ASUR, de R$ 5,1 bilhões. Sozinha, ela responde por quase dois quintos de tudo o que agosto movimentou.

Confira os setores que lideram

Internet, Software e Serviços de TI está na frente em número de operações, com 140 transações no ano. Logo atrás vem o setor imobiliário, com 131.

A liderança da tecnologia em quantidade não significa liderança em valor: são muitos negócios de porte médio, enquanto os cheques grandes aparecem em infraestrutura e serviços.

Acompanhe o dinheiro dos fundos

O private equity registrou 56 transações e R$ 34,5 bilhões, com recuo de 13% no ano. O venture capital caiu mais: 134 rodadas e R$ 8 bilhões, uma queda de 46%.

Rodada de startup brasileira, portanto, está mais rara e mais difícil de fechar do que há um ano. É a parte mais dura do balanço.

Olhe para quem compra de fora

Investidores dos Estados Unidos lideram a compra de empresas brasileiras, com 87 aquisições no ano, ainda que o próprio levantamento aponte queda de 23% nesse recorte.

Na direção oposta, empresas brasileiras compraram mais nos Estados Unidos, com 11 operações, e na Colômbia, com sete.

Note o que o levantamento não mostra

Apenas 43% das transações tiveram o valor divulgado, e 77% das operações já estavam concluídas até o fechamento do relatório.

Ou seja: o valor real movimentado é maior que o publicado, e parte do que está contado ainda depende de aprovação para virar negócio de fato. Os números valem até o fechamento desta matéria.

Setembro ainda pode mudar o desenho do ano. Você tem acompanhado alguma negociação em curso no seu setor?

Esta matéria é da editoria de Negócios, uma das seis da Revista Foco, publicação digital independente que separa o que importa do ruído, todo dia.

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