quinta-feira, 3 de setembro de 2026
Negócios

Steinbruch deixa o comando da CSN após 24 anos e Schvartsman assume

O ex-presidente da Vale assume como CEO nesta quinta-feira. Steinbruch vai para a presidência do conselho, com a dívida da siderúrgica no centro da troca.

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Jato de metal incandescente sendo vazado dentro de uma usina siderúrgica
Foto: Bence Szemerey/Pexels

A CSN comunicou ao mercado nesta quarta-feira que Benjamin Steinbruch deixa a presidência executiva depois de 24 anos no cargo. Fabio Schvartsman, ex-presidente da Vale, assume como CEO nesta quinta-feira, 3 de setembro.

Quem entra

Schvartsman é engenheiro de produção formado pela Poli-USP e comandou a Vale entre 2017 e 2019, período encerrado depois do rompimento da barragem de Brumadinho.

Antes disso presidiu a Klabin, e soma mais de quatro décadas em grandes companhias brasileiras, entre elas Duratex, Grupo Ultra, Telemar e San Antonio Internacional.

Steinbruch não sai da empresa

A troca não é uma saída. Steinbruch assume a presidência do conselho de administração, cadeira que estava vaga, e segue decidindo o rumo estratégico da companhia.

A divisão é clara: o conselho define para onde a empresa vai, e o novo CEO toca a operação do dia a dia.

Vale lembrar que ele esteve à frente da companhia por mais de três décadas, somando os períodos no comando. Sair da cadeira executiva sem deixar a empresa é o arranjo que mantém a família no controle enquanto um executivo de fora conduz o ajuste.

A dívida é o motivo

A CSN fechou o segundo trimestre de 2026 com dívida líquida perto de R$ 40,5 bilhões. Reduzir esse número é a tarefa que Schvartsman recebe.

O caminho passa por venda de ativos, e a primeira da fila é a CSN Cimentos, avaliada em cerca de R$ 12 bilhões. O alvo original era R$ 15 bilhões.

Steinbruch resumiu a lógica ao falar em cortar juros que classificou como absurdos e desnecessários. Em outras palavras, a companhia paga caro para carregar o que deve, e cada bilhão amortizado alivia essa conta antes de qualquer ganho operacional.

O que muda daqui

Trocar o CEO depois de 24 anos é um sinal forte para o mercado, e o perfil do escolhido reforça a mensagem: Schvartsman tem histórico de reestruturação, não de expansão.

A comunicação foi feita por documento enviado ao mercado, com peso de fato relevante, o que obriga a companhia a informar acionistas e reguladores ao mesmo tempo.

Nada disso muda o preço do aço amanhã. Muda quem decide o que a CSN vende para sair do vermelho.

Você acha que 24 anos no comando é tempo demais para uma só pessoa?

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