sexta-feira, 4 de setembro de 2026
Negócios

Cacau Show mira 5 mil lojas e descarta abrir capital na bolsa

Maior franquia do país em número de unidades passou de 4,7 mil lojas e faturou R$ 9 bilhões em 2025. O parque temático está previsto para 2027.

Por · · 2 min de leitura
Vitrine de confeitaria com bolos e doces de chocolate expostos lado a lado
Foto: Mâide Arslan/Pexels

A Cacau Show chegou a setembro como a maior rede de franquias do Brasil em número de unidades, com mais de 4,7 mil lojas, e trabalha para bater a marca de 5 mil pontos de venda no país.

O plano de crescimento vem acompanhado de duas decisões que a companhia repete em público: o capital continua fechado, sem abertura em bolsa, e a expansão internacional fica para depois.

O tamanho da rede hoje

A empresa lidera o ranking da Associação Brasileira de Franchising em unidades, à frente de qualquer outra marca do país. A maior parte das lojas é franqueada, e uma fatia menor é operada pela própria companhia.

O faturamento de 2025 ficou em R$ 9 bilhões, alta de 13,6% sobre o ano anterior. Os números são os informados pela empresa até o fechamento desta matéria.

A loja mudou de tamanho

A rede vem trocando o formato de ponto de venda. Unidades que ocupavam cerca de 25 metros quadrados deram lugar a lojas de 100 metros quadrados, com mais serviços dentro do mesmo endereço.

Segundo a companhia, o formato maior mais que dobrou as vendas por loja. É uma mudança de estratégia relevante para uma rede que cresceu justamente pelo modelo de quiosque e loja pequena em galeria.

O parque temático de R$ 2,5 bilhões

O projeto mais caro da empresa não é uma loja. O Cacau Park tem investimento previsto de R$ 2,5 bilhões e inauguração planejada para 2027, e consome a maior parte do capital comprometido.

É esse compromisso que explica o adiamento da ida ao exterior. A ordem declarada pela companhia é consolidar o ecossistema no Brasil antes de abrir loja fora.

Por que a bolsa está fora da conta

O controlador descarta abrir capital e dá uma razão operacional: a velocidade de decisão. O argumento é que a empresa aprova e executa projeto em semanas, prazo que uma companhia aberta dificilmente acompanharia.

Na prática, isso mantém a empresa fora do escrutínio trimestral de resultados e sem obrigação de divulgar balanço detalhado. Quem acompanha o setor depende do que a companhia decide informar.

O que observar daqui para frente

Duas marcas dizem se o plano está de pé: a chegada às 5 mil lojas e o cronograma do parque. Rede de franquia cresce rápido, mas obra de R$ 2,5 bilhões costuma escorregar no calendário.

O ritmo de abertura também depende do apetite do franqueado, que investe do próprio bolso e sente juros e consumo antes da matriz.

Você abriria uma franquia de chocolate no mercado de hoje?

Esta matéria é da editoria de Negócios, uma das seis da Revista Foco, publicação digital independente que separa o que importa do ruído, todo dia.

Veja também

Compartilhe esta matéria

Gostou desta matéria?

Assim você recebe nossas matérias direto no seu feed de notícias.

Mais artigos