sábado, 5 de setembro de 2026
Negócios

Hilux retoma a liderança das picapes médias e devolve o troco à Ranger

Toyota emplacou 3.471 unidades em agosto contra 3.130 da Ford. Em julho a Ranger tinha quebrado uma sequência de 58 meses da rival na ponta.

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Picape em velocidade numa estrada de terra, levantando poeira entre a vegetação
Foto: Rhys Abel/Pexels

A Toyota Hilux voltou a ser a picape média mais vendida do Brasil em agosto, com 3.471 unidades emplacadas contra 3.130 da Ford Ranger. É a resposta a julho, quando a rival tomou a ponta pela primeira vez em cinco anos.

A diferença veio dos dois lados: a Hilux cresceu 3% no mês, e a Ranger caiu 8,3%. No fim, 341 emplacamentos separaram as duas.

O que aconteceu em julho

A liderança da Hilux entre as médias durava 58 meses seguidos quando a Ranger passou à frente, em julho. Foi a primeira troca no topo da categoria desde 2021, e virou marco no setor.

A vantagem, porém, não se sustentou por dois meses. Em agosto a ordem voltou ao que era, e a disputa segue aberta para a reta final do ano.

No acumulado, a distância é outra

O ano conta uma história menos equilibrada. Entre janeiro e julho, a Hilux somou 26.736 unidades contra 20.376 da Ranger, folga de mais de 6 mil emplacamentos.

Em outras palavras: a Ford venceu um mês, e não o campeonato. Para virar o acumulado, a Ranger precisaria de uma sequência bem maior do que a que conseguiu no meio do ano.

As médias não lideram o mercado

O topo das picapes no Brasil pertence às compactas, e com sobra. A Fiat Strada emplacou 13.798 unidades em agosto, quase o dobro da soma de Hilux e Ranger no mesmo mês.

Atrás dela vêm a Fiat Toro, com 5.707, e a Volkswagen Saveiro, com 5.295. A briga entre as médias é por um pedaço menor do bolo, com ticket bem mais alto por unidade.

As duas rivais são argentinas

Há um detalhe industrial que a disputa esconde: nenhuma das duas é fabricada no Brasil. A Hilux sai da unidade de Zárate, e a Ranger, de General Pacheco, as duas na Argentina.

A Ford não produz veículos em solo brasileiro desde 2021, quando fechou as fábricas de Camaçari e Taubaté. A Toyota mantém produção em São Paulo, mas com outros modelos, como Yaris e Corolla Cross.

O que observar até dezembro

A categoria costuma acelerar no fim do ano, com venda direta a frotista e produtor rural pesando no resultado. É nesse trecho que a diferença acumulada pode encolher ou virar definitivamente.

Vale acompanhar também a chegada da nova geração da picape da Toyota ao mercado brasileiro, movimento que a montadora sinaliza para os próximos meses e que costuma mexer com o ritmo de vendas.

Você trocaria uma picape média por uma compacta hoje?

Esta matéria é da editoria de Negócios, uma das seis da Revista Foco, publicação digital independente que separa o que importa do ruído, todo dia.

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